O Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação tomou conhecimento de informações de natureza técnica incorrectas, postas a circular nas redes sociais, sobre a finalidade da travessia provisória instalada em Caimbambo, levando este Sector, no âmbito do “dever de informar”, a proceder ao seguinte esclarecimento:
Designação correcta da actual solução provisória
A solução actual não deve ser chamada de ponte. É um desvio provisório ou passagem alternativa, feito à montante da ponte danificada, com recurso à rachão (pedras de grandes dimensões) e contentores marítimos de 40 pés abertos em ambas extremidades, em pleno respeito aos princípios de segurança aplicáveis a estruturas provisórias, por formas a assegurar a passagem controlada de camiões e garantir a respectiva capacidade de vazão.
Passos seguintes e respectivos prazos até à construção da nova ponte
Garantida a continuidade da circulação rodoviária, estão previstas as seguintes acções:
Próximos três (03) meses (até Julho): instalação de ponte metálica, do tipo Bailey Acrow, com 64.00 metros de comprimento e 9.00 de largura (duas faixas de rodagem), de estrutura construtiva QQR4H (Quádrupla-Quádrupla Reforçada);
Próximos dezoito (18) meses: concepção e construção de uma ponte definitiva.
A intervenção emergencial na Ponte sobre o Rio Halo, na Estrada Nacional EN 260, troço rodoviário Catengue/Caimbambo/Cubal/Ganda, no município de Caimbambo, é justificada pelos danos causados pelas grandes enxurradas que se abateram, recentemente, sobre Benguela, tendo provocado o desabamento da antiga ponte num tramo de aproximadamente 50 metros de comprimento.
O MINOPUH reitera que a actual solução é temporária, típica de situações emergenciais, e visa mitigar os constrangimentos que afectam a mobilidade das populações e o escoamento de bens essenciais, evitando o encerramento da circulação rodoviária. Porém, como qualquer infra-estrutura provisória, está sujeita a condicionalismos em termos de limites de carga, velocidade e tipo de viaturas, conforme sinalizações disponíveis no local. A estrutura deverá ser mantida sob permanente observação face a passagem, essencialmente, de veículos pesados.
Este Sector apela, de igual modo, à responsabilidade na redacção e partilha de conteúdos de natureza técnica duvidosa que podem deturpar a percepção pública e minar as expectativas dos beneficiários directos e indirectos das várias empreitadas que servem, no final, a todos os angolanos.
GABINETE DE COMUNICAÇÃO DE INSTITUCIONAL E IMPRENSA DO MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS, URBANISMO E HABITAÇÃO, em Luanda, 04 de Maio de 2026.