Construir estradas, cidades e habitações é criar dignidade, segurança, mobilidade e oportunidades para os cidadãos e para a economia nacional.
É nesta visão que o Presidente da República, João Lourenço, demonstrou na Mensagem sobre o Estado da Nação proferido nesta quinta-feira,15 de Outubro de 2026, para o sector das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, destacando a sua importância na construção de infra-estruturas públicas para a integração territorial, a aproximação dos serviços às comunidades e a melhoria das condições de vida das populações.
Neste contexto, o titular do poder Executivo considera que o sector das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação desempenha um papel determinante na concretização dos objectivos de desenvolvimento nacional, através da construção e reabilitação de estradas e pontes, da expansão da oferta habitacional e da modernização das infra-estruturas urbanas em diferentes regiões do país.
Angola dispõe de uma rede rodoviária de cerca de 79.300 quilómetros, dos quais 27.600 quilómetros integram a Rede de Estradas Nacionais e 51.700 quilómetros correspondem à Rede de Estradas Municipais.
Nos últimos nove anos, foram reabilitados e asfaltados aproximadamente 3.500 quilómetros de estradas nacionais, conservados 999 quilómetros de vias e asfaltados 279 quilómetros de vias urbanas. No mesmo período, foram construídos e reabilitados 5.340 metros lineares de pontes definitivas e montados 2.100 metros lineares de pontes metálicas.
Estes investimentos contribuem para reduzir o isolamento de numerosas comunidades, facilitar a circulação de pessoas e mercadorias, melhorar o escoamento da produção agrícola e mineira e reforçar as ligações entre províncias, municípios e postos fronteiriços.
Mais do que obras de engenharia, as estradas e pontes representam ligações entre pessoas, comunidades e oportunidades, permitindo melhorar o acesso aos hospitais, às escolas, aos mercados e aos serviços da Administração Pública.
No domínio da habitação, o país conta actualmente com 18 centralidades, que disponibilizam 40.419 fogos habitacionais e beneficiaram directamente 2.424.514 cidadãos. Foram igualmente concluídas quatro urbanizações, que acrescentaram 2.098 habitações nas províncias de Luanda, Bié, Malanje e Moxico.
Está também em curso a construção de cerca de 6.500 unidades habitacionais nas províncias do Icolo e Bengo, Cabinda, Cuanza Norte, Cubango, Huambo e Malanje, no âmbito dos esforços para reduzir o défice habitacional e proporcionar melhores condições de habitabilidade às famílias.
Paralelamente, os investimentos nas infra-estruturas integradas contribuem para melhorar a circulação urbana, o saneamento e a organização do espaço público. Entre as intervenções destacam-se a conclusão da primeira fase das Infra-estruturas Integradas de Caxito e as obras nas cidades do Lubango e de Malanje e no município do N’zeto, na província do Zaire.
Na província de Luanda, sobressaem a ligação entre o Cemitério do Camama e a Via Expressa, a Passagem Desnivelada do CFL, na Avenida Hoji ya Henda, e o Nó do Talatona, na Avenida Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy”.
A conclusão do nó rodoviário de acesso ao Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto reforça igualmente a ligação entre esta infra-estrutura estratégica e a rede rodoviária nacional, contribuindo para melhorar a acessibilidade e a circulação de pessoas e mercadorias.
No âmbito da prevenção de riscos, foram estabilizados 431 hectares de áreas afectadas por ravinas, protegendo comunidades, infra-estruturas e património público e privado. Estão igualmente previstas novas intervenções destinadas à recuperação de cerca de 200 hectares de áreas degradadas, com o objectivo de mitigar a erosão e reforçar a resiliência do território.
Para os próximos anos, João Lourenço, reforçou que o Executivo prevê prosseguir os investimentos na construção, reabilitação, conservação e manutenção dos principais eixos rodoviários, com a meta de reabilitar e construir cerca de 1.100 quilómetros de estradas e instalar 3.676 metros de pontes metálicas nos corredores estratégicos de integração nacional e regional.
Estas acções integram uma estratégia de desenvolvimento orientada para a melhoria da mobilidade, a expansão da habitação, a modernização das cidades e o reforço da ligação entre as comunidades.
Deste modo, o sector das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação contribui para a integração territorial e para a criação de melhores condições de acesso aos serviços essenciais, transformando os investimentos públicos em oportunidades de desenvolvimento económico e social para os cidadãos.